17.9.08

Âncoras de Prata

Não tenho âncoras, nem amarras
Percorro caminhos e rios de sonhos
Sabem-me a maresia e ao entardecer
Cubro os olhos de sal e areia
Recolho pedras e conchas somadas
A brisa declama o seu encanto
O mar veste-se de cobre e safira
Nem correntes, nem remoinhos
Asas que se desprendem em movimentos
Ao sabor de um vento sul, sem rumo
Com destino traçado, incerto, volátil
E sigo as pegadas, uma a uma
Cobrem-me na perfeição de um esvoaçar
Num arrepio de prazer crispado
Navego sem leme
Numa noite de prata.

(PB, in Caderno Selado, 09/08)

3 comentários:

Anónimo disse...

Passei só para dizer que te ADORO!!!!~
A tua amizade incondicional é algo que me faz muito BEM!!!!!

Rita Santos

Marta disse...

"...Cubro os olhos de sal e areia..."

Quantas e quantas vezes.

Bjs

LadyBird disse...

Essa amizade paga-se, sabias????
E eu até já sei como....
Adoro-te!!!


Martita,

O sal cura... infelizmente, deixa umas cicatrizes maradas.