25.1.08

No silêncio do meu Mar

No silêncio obscuro de um olhar
Perplexos ficamos a olhar o mar
Perante tal cenário, refrescante e cativante
Cansados, partidos, sentimos, por tão vasta impotência.
No pensamento encontramo-nos
Numa esquina de uma cidade qualquer
Esperamos, ansiosos pelo reencontro.
Duas almas tão próximas, que se conhecem
Sem nunca se encontrarem
Cruzam-se constantemente
Num balanço continuo de palavras
Tão lindo, belo
Doloroso, corrosivo
Que se quebra, inevitavelmente, pela metade.

2 comentários:

nice disse...

passa lá no meu cantinho... ;)

Fa menor disse...

Amei este poema! Tem magia...