28.8.08

Livros...
















Depois de:
"A Rapariga que Roubava Livros", de Markus Zusak, surge agora a "A Rapariga que Sonhou um Sonho", de Haruki Murakami.

O primeiro é simplesmente genial, retrata a vivência de uma rapariga alemã, durante a 2ª guerra mundial. Onde a principal protagonista e narradora da história é a Morte. No fim, claro, todas as personagens encontram-se de uma forma ou de outra com a temível Srª.

26.8.08

Venturas e Desventuras de Voar

Estes dias têm sido muito concorridos:
Quarta-feira, dia 20, um avião da Spanair despenha-se fazendo 153 vítimas.
Sábado, dia 23, um avião da Easyjet que fazia Londres-Olbia, teve de aterrar de emergência em Nantes, o cockpit encheu-se de fumo. Não houve baixas. Neste mesmo dia um avião da SwissAir teve de aterrar de emergência em Genebra ao receber uma ameaça de bomba, o aeroporto esteve fechado várias horas.
Tinha programado voltar das férias nesse dia, mas o atraso do avião de Lisboa-Genebra era tão grande que decidi adiar a viagem para o dia a seguir. Passei a noite em Lisboa, claro.
No domingo 24, um avião no Paquistão despenha-se matando 65 pessoas.
Dia 25 de Agosto, um avião da Ryanair, que fazia Bristol-Barcelona, sofreu uma despressurização da cabine, as máscaras de oxigénio caíram e o avião desceu mais de 8.000 metros em 5 minutos. Não houve baixas. Mas acredito que não ganharam para o susto.
Ontem, 26, um avião do Sudão foi sequestrado, alegadamente, o sequestrador pretendia asilo na Inglaterra. O avião aterrou na Líbia sem mais incidentes.
Hoje, 27 de Agosto, um avião da Air France sofreu um incidente, após a aterragem, o avião parou com a roda da frente fora da pista.
Hoje, também, um avião da Easyjet que fazia Genebra-Naples, fez uma estranha aterragem, o avião bateu com muita força no chão, a equipa que se encontrava na retaguarda foi a que sofreu mais com o impacto. A minha colega ficou com dores nas costas, e eu apanhei um susto do caraças.
Muitas vezes perguntam-me se não tenho medo. Na realidade, há dias em que acordo a pensar que hoje pode ser o meu último dia de vida, e por irónico que isso possa parecer, dou por mim a aproveitar muito mais a vida. A desfrutar de tudo o que ela me pode oferecer.
Posso dizer, que no meu caso, a noção de morte, faz-me viver mais, abarcar com mais vontade todas as oportunidades, encontros e desencontros, alegrias e tristezas.
Hoje, posso dizer que até aqui não me arrependo de nada do que fiz, só me arrependo de uma coisa, que deveria ter feito e não fiz, mas sei que ainda vou a tempo de concretizar esse sonho, ele já tem barbas, é um sonho antigo.
Espero viver para o ver materializado.
E, não, não tenho medo de andar de avião.

25.8.08

Chaiyya Chaiyya

Quando a Palavra falha... a música fala...


He whose head is in the shadow of love
will have heaven beneath his feet.
Whose head is in the shadow of love...
Walk in the shadow.
Walk in heaven, walk in the shadow.

There's a friend who is like a sweet fragrance,
whose words are like poetry (lit. Urdu, the language of poetry),
who is my evening, my night, my existence.
That friend is my beloved!

Chorus

Sometimes (my beloved) flirts like a flower,
so fragrantly that you may see her scent.
Having made it into an charm, I will wear it.
She shall be obtained as a miracle is obtained.
She is my song, my declaration of faith
(My friend is like a priest to me.)

My song... my declaration of faith...

She moves like the dew.
walks with the garden of heaven beneath her feet,
sometimes through the branches, sometimes amidst the leaves.

I shall search the wind for her trail!

Chorus

I trade in her beauty.
Fickle, she flits shamelessly from sun to shade.
She changes her bright colors;
I negotiate that as well.

Chorus

Calogero - Pomme C

J'ai son image
J'ai son e-mail
Son cœur au bout du clavier

J'ai son visage
Et l'envie d'elle
Sans jamais l'avoir touchée

Dois-je sauver ? (dois-je sauver ?)
Ou bien abandonner ?

Pomme C
Un homme et une femme
Et c'est tout un programme
Un ciel artificiel
Pomme qui m'allume
Et qui me quitte
On s'aime trop vite
Le vice et le virtuel

Elle m'écrit
Mais mon écran
Formate les sentiments

Mais j'imagine
Qu'une machine
Ne peut que faire semblant

M' A D S L
N'est pas vraiment réel

Pomme C
Un homme et une femme
Et c'est tout un programme
Un ciel artificiel
Pomme qui m'allume
Et qui me quitte
On s'aime trop vite
C'est le vice et le virtuel

Un peu d'amour, copier coller
Un peu d'amour, pomme C
Un peu d'amour télécharger
Un peu d'amour à sauver
A sauver
Mais l'amour n'est pas virtuel

Pomme C
Un homme et une femme
Et c'est tout un programme
Mais l’amour n’est pas virtuel
Pomme qui m'allume
Et qui me quitte
On s'aime trop vite
C'est le vice et le virtuel

Dois-je sauver
Ou bien dois-je abandonner ?

23.8.08

Pontes



Eu tenho o tempo
Tu tens o chão
Tens as palavras
Entre a luz
E a escuridão...

Eu tenho a noite
E tu tens a dor
Tens o silêncio
Que por dentro
Sei de cor...

E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...

Eu tenho o medo
Tu tens a paz
Tens a loucura
Que a manhã
Ainda te traz...

Eu tenho a terra
Tu tens as mãos
Tens o desejo
Que bata em nós
Um coração...

E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...(2x)

Que nunca caiam
As pontes entre nós!
Que nunca caiam
As pontes entre nós!

21.8.08

Conferência de Imprensa

Estou bem e de férias.
Lamento pelo sucedido. (Madrid e Nepal)
Obrigada.

16.8.08

I Believe I Can Fly

I used to think that I could not go on
And life was nothing but an awful song
But now I know the meaning of true love
I'm leaning on the everlasting arms

If I can see it, then I can do it
If I just believe it, there's nothing to it

[1]
I believe I can fly
I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away
I believe I can soar
I see me running through that open door
I believe I can fly
I believe I can fly
I believe I can fly

See I was on the verge of breaking down
Sometimes silence can seem so loud
There are miracles in life I must achieve
But first I know it starts inside of me, oh

If I can see it, then I can do it
If I just believe it, there's nothing to it

[Repeat 1]

Hey, cuz I believe in me, oh

If I can see it, then I can be it
If I just believe it, there's nothing to it

[Repeat 1]

Hey, if I just spread my wings
I can fly
I can fly
I can fly, hey
If I just spread my wings
I can fly
Fly-eye-eye

5.8.08



Passeios de bicicleta com pic-nic incluído.
Verde e mais verde, lesmas laranjas e caminhos tortuosos.
O primeiro mergulho no lago. Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
O fogo de artifício, uma escova voadora, e um salvador de escovas.
Caipirinhas, margaritas e afins.
Risos e diversão.
No próximo sábado há mais....

31.7.08

Flower Bee


Flower Bee, originally uploaded by Ladybirdbug.

WITH A FLOWER

I hide myself within my flower,
That wearing on your breast,
You, unsuspecting, wear me too --
And angels know the rest.

I hide myself within my flower,
That, fading from your vase,
You, unsuspecting, feel for me
Almost a loneliness.


Emily Dickinson

24.7.08

Monde des Femmes


On donne la vie.
On mûrit plus vite.

On est plus mature, point final.

On se plaint moins quand on est malade.

On sait faire plusieurs choses à la fois.

Et on assume cinq journées en une seule.

On a des orgasmes plus longs.

On fait de nos maisons des foyers.
Et de nos hommes des petits grarçons.

On ne fait pas la guerre.

On est plus nombreuses dans le monde.

On vit plus longtemps.
Oui nous savons nous garer.

Et oui nous sommes plus belles nues.

Qui a dit que c'était un monde d'hommes?


(Seat publicité)

22.7.08

Run

I'll sing it one last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing that's right
In all I've done

And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here

Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

To think I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry
And as we say our long goodbye
I nearly do

Light up...

Slower slower
We don't have time for that
All I want is to find an easier way
To get out of our little heads

Have heart my dear
We're bound to be afraid
Even if it's just for a few days
Making up for all this mess

18.7.08

A vida é mesmo assim... Para ganhar a confiança levamos anos, mas para perdê-la, em excassos segundos...
Agora só o tempo.... e mesmo assim não é uma certeza...

16.7.08

No sítio certo à hora certa

Nuno, tenho pena, mas hoje vi um camaleão.....
Foi pena não ter a máquina fotográfica comigo.

12.7.08

A Caverna de Daniel

"Quando alguém se cruza no nosso caminho, traz sempre uma mensagem para nós.
Encontros fortuitos são coisa que não existe.
Mas o modo como respondemos a esses encontros determina se estamos à altura de recebermos a mensagem."

Profecia Celestina

Há pessoas que poderiam ler mil livros destes e mesmo assim, continuariam mesquinhas, simplistas e a pensar pequeno, terreno e físico.
O mundo é muito mais do que aquilo que aparenta. Nós somos mais do que a soma dos nossos membros. Somos seres pensantes, comunicativos, sociais, criativos, imaginativos. Não somos apenas um conjunto de cromossomas, moléculas e átomos. Não somos apenas animaizinhos que andamos aqui a fazer de conta que procriamos.

Max Sheller já dizia no início do século: "Na história de mais de 10.000 anos, pela primeira vez o homem tornou-se problemático para si mesmo. O homem não sabes mais quem ele é e dá-se conta de não sabê-lo."
As pessoas não sabem quem são, e eu até entendo isso. Isto é tudo demasiado misterioso para nos darmos ao trabalho de pensarmos sobre o assunto. Assumimos as coisas pré-definidas, dois mais dois são quatro, azul e amarelo dá verde. E nos relacionamentos fazemos o mesmo.
Esquecemos da quantidade de variáveis, sejam elas dependentes ou independentes, as quais nos levam a cometer uma série de suposições mal fundamentadas, e o pior é que a seguir acreditamos nisso com tanta "força" e convicção que os nossos actos nos denunciam.
Somos nós que escolhemos a nossa história, segundo a nossa auto-consciência, de sabermos quem somos, de lutarmos por aquilo que acreditamos, conquistarmos os nossos sonhos, a tal sede de ir mais além. Estarmos à altura de saber o que é fazer justiça, de saber defender o direito do outro. Se realmente desejamos estar à altura, teremos de saber ser honestos, transparentes e corajosos. Assim, e só assim, estaremos realmente, a promover um bem-estar não só pessoal, como também comunitário. Cheio de sentido, transcendendo enfim, o determinismo biológico, ao qual não podemos escapar, a não ser pela morte.
E é entre estes dois extremos biológico e ontológico que existe uma vasta área de liberdade e criatividade que torna a vida digna de ser vivida.

11.7.08

Para bom entendedor, meia palavra basta. Mas para mau entendedor, nem com desenhos da pré.
Eu até nem quero ser intriguista, mas no fundo, no fundo, eu até admiro essas pessoas. Nascem, crescem, vivem e morrem no mesmo sítio. São felizes, eu acredito mesmo que são felizes. Não sentem necessidade de ler, por exemplo, Fernando Pessoa e questionarem-se sobre o Quinto Império, ou nem lhes passa pela cabeça, quem teria sido Agostinho da Silva e o seu contributo para o pensamento de ser Português, afirmando a liberdade como a mais importante qualidade do ser humano. (Liberdade com responsabilidade e respeito pelo próximo) Convém fazer esta ressalva, caso me interpretem mal.
Não se questionam sobre a existência da vida, ou sobre o vazio de se ser, não fazem ideia porque é que o céu é azul de dia e escuro de noite, nem porque a maré enche e vaza. Simplesmente, desfrutam das coisas serem como são, e pronto.
É esta atitude, este bichinho de querer saber mais, genuinamente, ficar fascinado com a forma como os outros pensam e sentem as coisas, como outros pensaram e escreveram, e como isso se enquadra ou não nas nossas convicções e ideias. Questionando-nos a nós mesmos.
Sim, são mais felizes. Porém, ironicamente, não os invejo.

10.7.08

Ainda sobre as Intenções e o Inferno

Pois bem, já que ninguém quis deixar a sua opinião sobre o assunto, aproveito para protagonizar um desbloqueador de conversa.
Dizem por aí, e olhem que eu não sei se isto é verdade, que o criador desta expressão foi um senhor francês chamado Bernardo de Clairvaux (1090-1153), teólogo, claro.
A frase, apesar dos seus inúmeros oponentes, tornou-se famosa, ao ponto, de hoje a considerarmos um proverbial para denunciar que as boas intenções, além de não serem suficientes, podem levar a fins contrários aos esperados.
A intenção é baseada num propósito, logo se existe uma "boa" intenção, o propósito associado deveria ser bom, certo? Errado.
Passo a explicar, quando as nossa intenções são baseadas em suposições, palpites ou possibilidades, podemos correr o risco de cometer erros de interpretação, ou seja, conceber pré-juízos, e normalmente, quando fazemos pré-juízos cometemos um prejuízo, não só para nós mesmos como para os envolvidos.
E nestes casos, as nossas intenções não têm valor nenhum, não respeitam o outro nem mostram consideração pelo outro.
A distinção entre boa ou má intenção não se revela tanto no que dizemos, mas acima de tudo como o dizemos, e se são baseadas em factos ou em suposições.
Deste modo, poderíamos dizer, de boas intenções baseadas em suposições e comportamentos hipócritas, está o inferno cheio.

8.7.08

Provérbios

"Nem tudo o que luze, é oiro"

"Nem tudo o que parece, é."

"Aos olhos da inveja todo o sucesso é crime"

"Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo."

"Na adversidade é que se prova a amizade."

"Quem conta um conto acrescenta um ponto."

"Amigo disfarçado, inimigo dobrado."

7.7.08

Verosímil significa:
semelhante à verdade;
que aparenta ser verdadeiro;
que não repugna à verdade;
provável;
plausível.

Pensamentos soltos....

Decidi traduzir a expressão que está escrita em latim. Porque eu sei que há pessoas que não sabem latim e que não se iriam dar ao trabalho de tentar perceber o que está ali escrito. E eu quero que toda a gente que lê o meu blog, entenda. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

"O que não é verosímil, reputa-se falso."
"Quando eu morrer voltarei para buscar. Os instantes que não vivi junto do mar ."

Sophia de Mello Breyner Andresen